JUSTIÇA PARA O RHUAN!


 Depois de uma longa e intensa semana de provas, eu finalmente, estou de volta!
 E já quero começar pedindo perdão a você, caro leitor, sobre o assunto que quero trazer hoje, pois talvez não seja do seu interesse.
 Geralmente, eu gosto de escrever sobre coisas idiotas e aleatórias que fazem a gente rir e às vezes, até refletir um pouco, mas hoje eu sinto a necessidade de usar o meu blog para dar voz a minha indignação quanto a um caso que tem me feito até perder noites de sono! Durante todos esses dias em que eu estive ausente estudando, também fiquei tentando processar o crime bárbaro sofrido por Rhuan Maycon e a forma medíocre que a grande mídia nacional vem tratando o caso.

 Vamos entender o Caso Rhuan



 Para você que pouco conhece a História de Rhuan  Maycon da Silva Castro, ele era um menino de 9 anos que morava em Samambaia no Distrito Federal, foi assassinado pela própria mãe, Rosana Auri da Silva Cândido de 27 anos, no dia 31 de Maio. Ela feriu cerca de 12 facadas em seu próprio filho enquanto ele dormia, em  seguida, Rosana o esquartejou (mesmo com o menino ainda apresentando sinais vitais, segundo o laudo), depois tentou cremar o corpo da criança e por fim, pôs os restos mortais em mochilas infantis que teriam sido jogadas em um bueiro. Detalhe: um ano antes de tudo isso, Rosana teria amputado o pênis da criança em uma cirurgia caseira de mudança de sexo. Rhuan viveu o último ano de sua vida com um órgão genital amputado sem acompanhamento médico. Só Deus sabe como essa criança conseguia viver.
 Todos esses atos criminosos de mutilação, assassinato, esquartejamento e ocultação de cadáver, Rosa realizou com a ajuda de sua companheira, Kacyla Pryscila Damasceno Pessoa de 28 anos. A motivação do assassinato? Rosa alegou ter matado seu filho, simplesmente, por puro ódio da criança, pois ela lhe trazia lembranças ruins do pai do menino e de seu sogro. Supostamente, Rhuan teria sido fruto de um estupro que Rosa foi vítima em uma relação abusiva que tivera com o pai de Rhuan. A motivação para decepar o pênis da criança na própria casa? Segundo a confissão de Rosa, Rhuan alegava querer ser uma menina. 
 Para compreender melhor, Rosa e sua companheira violaram um caso judicial de guarda compartilhada com o pai de Maycon e fugiram com a criança da cidade de Rio Branco, Acre, para Samambaia, DF, onde passaram a morar de forma clandestina. O casal lésbico está sendo indiciado por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima, lesão corporal grave, tortura e ocultação de cadáver e fraude processual, pois tentaram limpar a cena do crime. Somando todas as acusações, elas podem ser condenadas a uma pena de até 57 anos de prisão.
 As duas suspeitas estão presas há cerca de 31 dias na ala feminina do Complexo Penitenciário da Papuda. Elas estão isoladas em celas separadas e sem contato com outras detentas. Com a conclusão da investigação, o inquérito segue agora para o Ministério Público, que pode oferecer ou rejeitar denúncia contra as suspeitas.
 Se você quiser saber mais sobre os detalhes mórbidos desse crime, o site Metrópoles fez uma matéria completa sobre os crimes, para ler o artigo basta clicar aqui.

A Repercussão do Caso na Mídia

 É possível contar nos dedos a quantidade de personalidades da mídia que divulgaram o caso em suas redes sociais ou que sequer demonstraram comoção com a tragédia sofrida por Rhuan   e esse é motivo para o qual eu estou escrevendo esse post.
 O Jornal O Povo compartilhou o caso, apenas uma semana depois da divulgação do crime na internet, da mesma forma, o site G1.com e ainda falando de Globo, o programa "show" da vida, o Fantástico, simplesmente, ignorou o caso. Eles falaram sobre o assassinato de um ator da emissora rival, Rafael Miguel do Sbt.

O ator Rafael Miguel como o personagem Paçoca de Chiquititas, que o SBT exibiu entre 2013 e 2015 - Lourival Ribeiro/SBT


 Eles exibiram uma entrevista muito top com a Madonna falando sobre seu novo CD e seu apoio à causa LGBT na luta contra a homofobia.


Clique aqui para ler a enxurrada de críticas dos internautas nos comentários, reclamando sobre o silêncio do programa e da emissora quanto o caso de Rhuan.

  Também tiveram certas pessoas que aproveitaram a situação para protestarem o silêncio da grande mídia nacional em relação ao caso com a Globo. Alegando que a emissora é a favor do casamento gay ou que a Globo é uma grande apoiadora da Ideologia de Gênero ou que o Rhuan, na verdade, foi uma vítima da Ideologia de Gênero. Na minha visão, isso tudo se chama oportunismo. Oportunismo para arrumar confusão.

 MINHAS conclusões

 No meu antigo canal do YouTube, postei um vídeo em prol da campanha do dia 18 de Maio (Dia Nacional do Combate ao Abuso Sexual e à Exploração Sexual Infantil) em que eu conscientizava as pessoas sobre crimes e violências que as crianças sofrem no nosso país, apresentei os dados de ocorrências de casos de pedofilia daquele ano (na época, acho que era o ano de 2016) e também divulguei contatos para denunciar este tipo de crime, algum tempo depois, esse vídeo foi bloqueado pelo YouTube. Não me lembro muito bem o motivo, mas lembro que no e-mail dizia dizia algo do tipo "vídeo bloqueado por conter linguagem ou conteúdo inapropriado". Isso me fez se questionar se existe "alguém" por trás dessa dificuldade que as notícias envolvendo crimes contra crianças têm de se propagarem pelos veículos de mídia de massas.
 Enfim, este sou eu, não tolero nenhuma forma de violência contra crianças e adolescentes. Fiz questão de compartilhar esse caso aqui no blog por que eu me espanto com a quantidade de pessoas que ainda não conhecem a História de Rhuan e também com as pouquíssimas matérias jornalisticas que falaram sobre esse caso na televisão.
 Não acho que o Rhuan é vítima da comunidade LGBT, não acho que o Rhuan é vítima da Ideologia de Gênero (talvez) e também não acho que o culpado desse crime é o pai e a família paterna de Rhuan que estiveram ausentes, as culpadas desse crime são duas mulheres insanas que possuem algum quadro de transtorno psicopatológico e que precisam pagar pelos seus atos perante à justiça, a orientação sexual delas não tem relevância nenhuma nesse caso.
 E se a mídia nacional está impedindo este caso de ser divulgado em horários nobres só para poupar casais do mesmo sexo de sofrem mais crimes de ódio, bem, então temos um problema. Estamos falando de uma criança inocente que foi morta de forma cruel que ainda nem sequer foi homenageada publicamente pelos veículos de comunicação do país, diferente de outros casos envolvendo crianças vítimas de violência de casais heterossexuais. 
  Se você que está lendo este blog e possui algum tipo de influência sobre a mídia, seja nas redes sociais ou na televisão ou se é apenas uma pessoa de destaque em uma escola ou órgão público, não deixe que crianças como o Rhuan continuem sendo caladas. Rhuan representa milhares de crianças brasileiras que sofreram/sofrem crueldades inimagináveis em cidadezinhas do interior que nunca terão seus nomes exibidos na TV.
 Não se cale, denuncie. Compartilhe casos como esses, divulgue!

Fontes:

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